É tão claro que ninguém quer ficar doente tanto quanto ninguém quer morrer. Talvez haja mais adeptos ao primeiro do que ao segundo; pois alguns até chegam a desejar uma morte rápida, mas doenças certamente são o primeiro passo para qualquer morte, inclusive as lentas e dolorosas.
Uma afirmação questionável, aliás. Afinal de contas, o objetivo das doenças é realmente matar? Restringindo a idéia de doenças ao campo de infecções, o tipo mais comum de doença com o qual se tem contato.
Por que haveria uma força cujo objetivo é aniquilar a vida humana? Somos o alimento deles. Do mesmo modo como cultivamos bois, podemos dizer que somos cultivados. Coma todos os bois e eles acabam. Você só quer o suficiente para se saciar, e não para destruir a raça.
Se os agentes patogênicos ("os bichos") morrem conosco quando a doença se agrava, eles seriam realmente o equivalente a homens-bomba na natureza. Isso não faz sentido. Ambos os lados teriam cessado de existir há séculos.
Por mais estranho que pareça, em certa análise parece que a AIDS está mais para uma simbiose que para um ataque. Ela desliga apenas a única coisa que precisa para sobreviver em nosso organismo: o sistema imunológico. Claro que isso não interessa ao ser humano... a não ser que ela tomasse o papel dele. Oras, não interessa para o vírus que o seu hospedeiro morra.
Teorias dizem que a tendência natural das doenças é matar menos ao longo da evolução. Estaria a seleção artificial do homem, por meio de remédios, inteferindo nesse processo de "Convergência Harmoniosa" dos seres vivos? Um dia o ser humano será capaz de conviver em simbiose com outros organismos, livre finalmente das infecções?
Não creio que haverá tempo para verificar...
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